sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mais de meio milhão de pessoas protestam no Chile

Cerca de 600 mil pessoas saíram às ruas do Chile na quinta-feira (25) no segundo e último dia de greve geral no país, convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT). Ao longo da jornada, houve intensos confrontos entre policiais e manifestantes, com dezenas de feridos.


Assim como no primeiro dia de greve, após os panelaços em apoio às reivindicações sindicais e estudantis ocorridas em Santiago e em outras cidades, houve enfrentamentos entre as forças repressivas e os manifestantes.

A rádio Bíobio informou durante a noite de quinta que, em várias zonas periféricas da capital, foram ouvidos tiros, enquanto centenas de trabalhadores tiveram de voltar para casa a pé devido à paralisação do transporte público.

Horas antes desses incidentes, o governo indicou que os protestos desta quinta-feira congregaram 175 mil pessoas em todo o país, mas a CUT cifrou em 600 mil o número de manifestantes que se mobilizaram em nível nacional.

O balanço oficial foi divulgado pelo subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, no Palácio de La Moneda (sede do governo). Ele destacou que os incidentes deixaram 25 policiais e um civil ferido, mas não detalhou se todas essas vítimas correspondem aos enfrentamentos registrados na capital chilena. Em relação ao número de presos, Ubilla afirmou que a polícia prendeu 210 pessoas em todo o Chile, 140 delas na região metropolitana de Santiago.

A greve de 48 horas foi convocada pela CUT sob uma plataforma de reivindicações que vão desde reformas constitucionais até um aumento de impostos para as empresas, além de um fundo de previdência estatal e mais recursos para saúde e educação.

De manhã, os estudantes chilenos, mobilizados desde maio passado para reivindicar educação pública e gratuita e melhorias no ensino, apoiaram as passeatas organizadas pela CUT. A presença juvenil predominou de forma notória nas marchas, que em Santiago confluíram desde quatro pontos rumo a uma intersecção central da Alameda Bernardo O'Higgins, principal artéria viária da cidade, de forma pacífica e em um ambiente festivo.

As passeatas foram marcadas por situações anedóticas, como a presença de um grupo de prostitutas que carregavam um letreiro com os dizeres "Piñera não é nosso filho".

O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, refletindo a posição reacionária do governo direitista de Sebastian Piñera, afirmou nesta quinta-feira à imprensa: "Esta greve não significou nenhum benefício para nosso país, mas muito pelo contrário, causou muita dor e sofrimento para muitos compatriotas, um retrocesso interno na imagem externa de nosso país".

Já o presidente da CUT, Arturo Martínez, afirmou em entrevista coletiva que, como entidade sindical, os trabalhadores têm "a esperança de que o governo, depois deste golpe que recebeu, consiga refletir e se abra ao diálogo para buscar uma saída à atual situação".

Por sua vez, a presidente da Federação de Estudantes do Chile (FECH), Camila Vallejo, que também participou da passeata junto aos estudantes, disse: "se o governo quer diálogo, tem de nos reconhecer como contraparte válida".

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, também participa desde a madrugada da última quinta-feira (25) da agenda de paralisação nacional chilena. Durante uma marcha que reuniu cerca de 250 mil pessoas, em Santiago, na manhã desta quinta-feira (25), o representante dos estudantes brasileiros foi convidado por Camila a discursar. Daniel ainda acompanhou a presidente da Federação dos Estudantes Chilenos durante todo o dia de mobilização.

Assembleia Constituinte
Historiadores chilenos respaldaram o chamamento a uma Assembleia Constituinte reiterado pelo povo nas mobilizações, que abriram um momento novo da história do país.

Os acadêmicos explicaram que o que nasceu como um movimento estudantil e de aparência setorial tornou-se um movimento social, de caráter revolucionário antineoliberal.

Destacaram nesse sentido como as ruas e praças ao longo do Chile se transformaram nas artérias onde fluem milhares de cidadãos demandando mudanças substanciais no paradigma econômico, no caráter e papel do Estado e na institucionalidade do país.

Os acadêmicos escreveram um manifesto defendendo a unidade do movimento de protesto e instaram a que este movimento não seja visto como algo simplificado e unicamente conjuntural com relação ao atual governo da direita no Chile. Pedem para que se tenha clareza de que o país vive um momento de um processo histórico em que a vontade popular de mudar o modelo social e político tornou-se algo transcendente.

Assinam o manifesto os historiadores Karen Alfaro, Fabián Almonacid, Pablo Artaza, Mario Garcés, Sergio Grez, Angélica Illanes, Alexis Meza, Ricardo Molina, Julio Pinto, Gabriel Salazar y Verónica Valdivia.

Com agências


Fonte: vermelho

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

UJS + Linhares + ES <> Mais Uma Vitória da Juventude!!!

Vitória dos Estudantes!

Prefeitura recua e a Faculdade de Ensino Superior de Linhares - FACELI, terá vestibular em 2011.

Vermelho capixaba
Luta pela FACELI", Dois anos de intenças Mobilizações até a vitória!
Na última quinta-feira os estudantes de Linhares, norte do estado, conquistaram uma grande vitória ao garantir o vestibular da FACELI – Faculdade de Ensino Superior de Linhares. O anuncio do prefeito foi comemorado pelo Grêmio do Colégio Estadual e pelo CA de Direito da FACELI.

Desde 2009, quando o então recém empossado Prefeito de Linhares, Guerino Zanon, cancelou o vestibular, os estudantes coordenados pelas entidades estudantis foram pra rua para impedir o fechamento da faculdade.

Foram cerca de dois anos de varias passeatas na frente da Prefeitura e intensa mobilização de vários setores da sociedade. Ampliando a Luta o GREMECE (Grêmio do Estadual) e o CA de Direito, conseguiram ganhar a opinião pública para manter a FACELI em funcionamento.

Guerino Zanon, que atualmente é proprietário do prédio que funciona a única faculdade privada de Linhares, foi o maior opositor da idéia, mas diante pressão liderada pelos estudantes, teve que recuar e anunciar as seguintes medidas:


1. Em junho próximo haverá vestibular com 100 vagas para Direito, 100 para Administração e 100 para Pedagogia.
2. A Faceli será transferida para a Escola Roberto Calmon, no bairro Aviso, até que fique pronta a sede própria, que será construída no terreno doado (em 2008) pelo Governo do Estado. A previsão é que a obra seja concluída até o final de 2012.
3. O investimento no acervo da biblioteca será priorizado.
4. Os alunos que estão estudando na Pitágoras, através das bolsas, têm o direito assegurado de continuar.
5. Não serão compradas mais bolsas de estudo além das 300 que foram compradas para os universitários que estão na Pitágoras.

Os estudantes estão de parabéns pela exemplar persistência em garantir a universidade pública gratuita e municipal em Linhares.

Veja abaixo a nota Pública do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual - GREMECE

Vencemos! A FACELI é Nossa!

O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual agradece o apoio dos estudantes e de todos os cidadãos envolvidos na causa da Faceli. – “Foram dois anos de muita luta pela sobrevivência da Instituição, mas com determinação e perseverança, conseguimos alcançar nosso grande objetivo, que é garantir a oportunidade aos jovens linharenses de ingressar no ensino superior público, de qualidade, e para todos”.

Desde o início acreditamos que as autoridades competentes iam primar pela manutenção da Faculdade, uma vez que esta sempre esteve em condições de funcionar, e só estava na dependência de decisões políticas.

A abertura do vestibular proporciona a continuidade da Instituição e o acesso ao ensino superior de forma sólida e concreta.

Consideramos também que o apoio da OAB Linhares, na pessoa do presidente Petrius Belmok, de sete vereadores que aderiram a causa, representantes do Ministério Público, e do presidente do Centro Acadêmico da Faceli, Daniel Porto e o Diretor da UBES, Marcos Paulo e Diretora da UESES, Jaciara Celestrini, foram essenciais para que essa proposta de revitalização da Faceli pudesse ser anunciada.

Estamos satisfeitos com essa conquista e reafirmamos nosso apoio a todos os estudantes e àqueles que lutam por um ensino público gratuito e de qualidade para todos!

Lutaremos sempre para alcançarmos nossos direitos.

Parabéns a todos!

Grêmio Estudantil do Colégio Estadual - Gremece


Veja o Vídeo das manifestações:

http://www.youtube.com/watch?v=x43NRHNVG8M

Fonte: Portal Vermelho.org.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entrevista: Renata Petta

Nesta entrevista ao site ujs.org.br, Renata Petta, diretora de movimento estudantil universitário da UJS, fala sobre o movimento estudantil sob o governo Lula, aponta perspectivas de lutas a serem travadas pelos avanços no próximo governo e sobre o CONEB e a Bienal da UNE.

O atual governo termina este mês. Quais avanços e limites você apontaria neste ciclo que se encerra?

RP: Algumas características do governo Lula foram marcantes e acabaram por delinear um novo momento para o país. Uma delas é o trato democrático, de diálogo franco com os movimentos sociais, de que são prova as dezenas de conferências realizadas e a abertura do presidente e dos ministérios para receber as demandas trazidas pelos movimentos, sendo algumas atendidas e outras, não.

O movimento estudantil, por meio da UNE e da UBES, também soube se colocar à altura do momento: recusaram o atrelamento, pressionaram por mudanças e fizeram as críticas sempre que necessário (o Meirelles que o diga); mas também não se furtaram a apoiar as coisas positivas, como o ProUni, o Reuni etc. E é importante dizer que essa política autônoma produziu conquistas, como a ampliação das federais, o novo FIES, o Plano Nacional de Assistência Estudantil e outras. Aliás, recentemente foram duas das mais emblemáticas: o reconhecimento da responsabilidade do Estado e a conseqüente reparação à UNE em relação à sede no Flamengo e a conquista dos 50% do Fundo do Pré-Sal para a educação.

A eleição de Dilma representou a vitória deste projeto iniciado por Lula. Quais são as expectativas agora?


RP: A expectativa principal é por mais avanços, é para isso que vamos lutar. A própria Dilma disse, na campanha, que para ela continuar este projeto significava “avançar, avançar e avançar”. É isso que vamos cobrar. Até porque, se é verdade que o Brasil tem mudado para melhor, é também verdade que persistem obstáculos importantes para darmos definitivamente um salto adiante.

A universidade pública ainda é para poucos, tem muito que melhorar e ser repensada para que esteja concatenada a um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os interesses do Brasil e dos brasileiros. Para conseguir este novo patamar será preciso muita luta do movimento social, coisa que se faz nas ruas, ganhando a população para esse projeto. Por isso, vamos convocar uma grande Jornada de Lutas dos estudantes já para o início de 2011, buscando entre outras coisas a aprovação do Plano Nacional de Educação.

O CONEB, a Bienal e o Encontro de Grêmios acontecem no primeiro mês do novo governo. Tem relação com isso que você dizia acima?

RP: É claro. A UJS encarou desde o início estas atividades como o cartão de visitas do movimento social para o novo governo. Porque há o perigo, como nosso campo venceu as eleições, de pender para a mera continuidade. Nós dizemos que não: esta não é a última atividade sob governo Lula, mas sim a primeira sob governo Dilma. Isso faz toda a diferença.

Será também um momento especial para aprovar uma plataforma que sinalize o que os estudantes querem de conquistas no governo Dilma e para o lançamento dessa Jornada de Lutas. Por isso, a mobilização de milhares de CAs e DAs é decisiva para o sucesso da atividade. Por fim, serão eventos que podem inaugurar uma nova marca do movimento estudantil brasileiro: mobilização de milhares de estudantes – universitários, secundaristas e pós-graduandos – de maneira unificada no início do ano.

Como parte de tudo isso, nessa ocasião vamos lançar nosso movimento para o Congresso da UNE, certo?


RP: É verdade. Utilizaremos toda essa efervescência política para apresentar aos estudantes o movimento que a UJS protagonizará para o Congresso da UNE. É bom que se diga que esse movimento já está em curso nas universidades e está ligado a este clima de conquistas que expus antes.

Falta ainda sintetizarmos esse conjunto de idéias em um nome, como foi o “Da Unidade Vai Nascer a Novidade” no último período. Um nome que traga a idéia deste momento que vamos viver e seja capaz de mobilizar estudantes em todo o Brasil. Aliás, quem quiser contribuir para acharmos esse nome, pode começar aqui mesmo no nosso site.

Fonte: UJS.org.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

UJS + Linhares + ES, agora no ar <> Madureira merece processo!



Ao lado de Diogo Mainardi, Marcelo Madureira, do Casseta&Planeta, chama Lula de "picareta e vagabundo" em programa da GloboNews. Não dá para ter sangue de barata diante de uma leviandade desta numa concessão pública. O PT deveria entrar com ação na Justiça contra o "falso humorista" da TV Globo e do Instituto Millenium.

Fonte: altamiroborges.blogspot.com

UJS + Linhares + ES <>Católicos condenam perseguição contra PT e Dilma

O jornal Valor Econômico revelou em sua edição de segunda-feira que alas minoritárias da Igreja Católica têm desrespeitado a orientação da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao pregarem vetos a nomes de políticos e de partidos nas eleições deste ano.

Segundo a reportagem, padres de São Paulo têm feito sermões contra o voto em candidatos do PT e em especial contra a candidata a presidente pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff. A campanha desautorizada pela CNBB se baseia em informações mentirosas de que a petista é a favor do aborto.

Em inúmeras oportunidades, Dilma afirmou seu respeito pela vida e que disse que é pessoalmente contra o aborto, porque o considera uma violência contra a mulher. Em recente encontro com as lideranças cristãs em Brasília, Dilma foi ainda mais clara: “Não sou a favor de um plebiscito porque ele dividiria a nação entre aqueles que defendem e aqueles que são contra o aborto. A legislação existente hoje pacifica todas as posições. Eu sou contra mudar a lei”, enfatizou.

O Valor Econômico revela que o cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, em 20 de agosto, enviou um comunicado a todos os padres de dioceses esclarecendo que os representantes da Igreja não devem se envolver publicamente na campanha partidária, nem "fazer uso instrumental da celebração litúrgica para expressão de convicções político-partidárias".

Dignidade

Dom Odilo sugere, ainda segundo a publicação, que padres e bispos orientem os fiéis a votarem em candidatos afinados com os princípios cristãos, "sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural", mas alerta para que não indiquem nomes.

Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, foi o clérigo que reagiu de forma mais direta e clara ao que chama de "trama" da Regional Sul 1 da CNBB, segundo a reportagem do Valor.

À sua diocese, Dom Demétrio tem encaminhado sucessivos artigos contra documento da regional. "Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros (...) mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas (...) Portanto, seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência do outro, intrometendo-se onde não lhe cabe estar". O artigo de Dom Demétrio, divulgado dia 19/09, traz o título "Pela liberdade de consciência".

A CNBB nacional encerrou sua participação no episódio com nota em que desautoriza qualquer decisão contrária à da Assembleia Geral, que não vetou candidatos ou partidos. Em São Paulo, segundo o Valor, remanescentes da Igreja progressista estão pasmos. "Nunca houve uma campanha eleitoral com tanta manipulação da religião", lamenta um deles, lembrando que isso aconteceu também, e fortemente, com a Igreja Evangélica.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

UJS + Linhares + ES, agora no ar <> Um Zé fora de hora

Gilson Caroni *

José Serra deixou cair a máscara barata. As críticas ao que chamou de "conferencismo", no 8º Congresso Nacional de Jornalismo, vão além do agrado circunstancial ao baronato midiático que lhe apóia na campanha. A direita sabe que o maior legado da Era Lula não se resume ao crescimento econômico com distribuição de renda. O grande feito do governo petista foi mobilizar a sociedade para passar em revista problemas históricos de origem.


Após várias conferências, a história brasileira deixou de ser o recalcamento das grandes contradições, para se afigurar como debate aberto sobre suas questões centrais. Numa formação política marcada pela escravidão, pela cidadania retardatária, com classes sociais demarcadas por distâncias socioeconômicas e por privilégios quase estamentais, o que vivemos no governo Lula foi uma verdadeira revolução cultural.

Além de discutir a mídia e a questão ambiental, foi criada uma nova agenda capaz de combater preconceitos e discriminações, ligados à classe, à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura. Conhecendo os distintos mecanismos de dominação, encurtou-se o caminho da conquista e ampliação de direitos, da afirmação profissional e pessoal. E é exatamente contra tudo isso que se volta a peroração serrista. A sociedade organizada é o pavor dos oligarcas.

O candidato tucano não escolhe caminhos, métodos, processos e meios para permanecer como possibilidade de retrocesso político. A cada dia, ensaia nova manobra de politiqueiro provinciano, muito mais marcado por uma suposta esperteza do que pela inteligência que lhe atribuem articulistas militantes. Continuar chumbado ao sonho presidencial é sua obsessão. De tal intensidade, que já deveria ter provocado o interesse de psiquiatras em vez da curiosidade positivista de nossos “cientistas políticos” de encomenda.

O “Zé que quero lá" não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável. Desprovido de recursos que conquistem a simpatia da platéia, se evidencia como burla ética, como o cristal partido que não se recompõe. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo. Vocaliza como ninguém o protofascismo de sua base de sustentação.

Por não distinguir cenários, confunde falas. Quando tenta uma encenação leve, resvala para o grotesco. Quando apela para o discurso da competência, sua fisionomia é sempre dura, ostentando ressentimento e soberba. Os Césares romanos davam pão e circo à plebe. Aqui, sendo o pão tão prosaico, o ”Zé" não pode revelar os segredos da lona sob a qual se abriga. Seu problema, coitado, não é de marketing - é de tempo.

No governo em que ocupou duas pastas ministeriais, o cenário era sombrio. Parecia, ao primeiro olhar, que, no Brasil, tudo estava à deriva: desvios colossais na Sudene, na Sudam, no DNER; violação do painel eletrônico do Senado; entrega de ativos a preço vil; racionamento de energia e descrença generalizada na ação política. Os valores subjacentes aos pólos coronel/cliente, pai/filho, senhor/servo, pareciam persistir na cabeça de muitos de nossos melhores cidadãos e cidadãs, bloqueando a consolidação democrática. Era o tempo de Serra.

Tentar voltar ao proscênio oito anos depois é um erro primário. A política econômica é outra. Mais de 32 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado consumidor brasileiro. Segundo o chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, os cenários projetados até 2014 mostram que é possível duplicar esse número. A mobilidade social gerou um cidadão mais exigente. Uma consciência política mais atenta ao que acontece em todos os escalões do poder, um contingente maior de sujeitos de direito que exige mais transparência e seriedade na administração pública. Esse é o problema do “Zé”. Aquele que, depois de tantas Conferências, poucos o querem lá.

Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 24 de agosto de 2010

UJS + Linhares + ES, agora no ar <> Lula para (de novo) o ABC em campanha com Dilma


Em comício no ABC paulista, Lula volta com Dilma a seu berço político e faz o elo entre gerações das forças progressistas.

Na madrugada desta segunda-feira (23/08), mais precisamente às 5h40 da manhã, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata à presidência Dilma Rousseff, o candidato ao Governo do estado de São Paulo Aloísio Mercadante e a candidata ao Senado por SP Marta Suplicy engrossaram o caldo dos 12 mil trabalhadores e trabalhadoras que iniciavam mais um dia de trabalho na montadora da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, em agenda de campanha.

Lula fez um rápido discurso em cima do palanque, pois queria mostrar à Dilma como é que se panfleta na porta da fábrica que é um dos berços políticos de sua trajetória sindical e também do nascimento do Partido dos Trabalhadores. “Faz tanto tempo que não entrego um panfleto, mas já que no dia 1º de janeiro vou ficar desempregado, é bom já ir me acostumando”, brincou o presidente.

Antes dele, Dilma conversou com o povo para firmar um compromisso. Prometeu governar, se for eleita, “levando em consideração os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras”. A idéia de crescimento com geração de renda foi um dos pontos fortes de seu discurso.

UJS presente!

Como não podia faltar, a União da Juventude Socialista madrugou pra vivenciar um dos momentos históricos da vida política do país. Afinal de contas, no dia 19 de abril de 1980, em plena ditadura militar Lula foi preso na fábrica da Mercedes. Agora, ele voltou a parar a fábrica, só que dessa vez como Presidente da República e para pedir voto para a primeira mulher que poderá ser eleita Presidente do Brasil!

“A volta do Lula a essa fábrica, como Presidente da República, marca a trajetória do operário e do povo brasileiro e simboliza a vitória da democracia e das forças progressistas. As batalhas que travamos até aqui se refletem nesse momento e temos certeza que podemos avançar ainda mais rumo ao socialismo”, disse Thiago Andrade, presidente da UJS-SP.

Quando penso no futuro, não esqueço meu passado...

Uma das imagens marcantes para os jovens socialistas foi ver um dos ícones da luta socialista, o vereador Jamil Murad (PCdoB), também ali, bem cedinho, para apoiar Lula e Dilma. Jamil ficou muito feliz em ver a galera da UJS por lá: “Todos nós somos finitos, a nossa luta também é como passar um bastão. Por isso é importante a presença da juventude aqui”.

É, a lição do dia no @thiagoujssp foi: boi que acorda cedo bebe água limpa!

Por Marina Cruz